Já fomos à feira do Livro, duas vezes este ano, o meu marido três. E nunca parecem suficientes. Esta ano, com a hora H, em que de 2ª a 5ª das 22h às 23H, para livros com mais de 18 meses, têm um desconto de 50%.
Na terça-feira, fomos pelas 20h, conseguimos estacionar perto e decidimos comer qualquer coisa por lá. Acabámos por comer no lounge da Bohemia. As mesas são partilhadas, o Afonso adora meter-se com as pessoas e acabámos por conhecer um casal, muito interessante.
Ela escritora, Deana Barroqueiro e o seu marido João Pires Ribeiro, Professor e investigador - Física Nuclear. No final da conversa, apeteceu-me dizer-lhes, gostava de ter tido uns avós assim.
Ela sugeriu-me um dos seus livros, que apesar de não estarem visiveis na feira, estão à venda por 2€ na Livros Horizonte (já comprei):
Novos Contos Eróticos do Velho Testamento, Ed. Livros Horizonte, 2004. Continuação das crónicas da antiguidade, recriando a relação homem/mulher à luz da tradição judaico-cristã.
Amanha o meu bebé faz 6 meses. Está crescido, já se senta, já ri, já solta um género de gargalhadas e dorme maravilhosamente durante uma noite inteira.
Gosto de quando ele adormece no meu colo, mas evito fazê-lo para se habituar a adormecer na sua caminha. Mas, é só às vezes, quando o papá não está a ver.
Durante 1 mês esteve com o papá e eu regressei ao trabalho. Que ciúme, chegar a casa e aqueles dois estão de conversas. Que saudades
O bebé já anda na creche, os papás já regressaram ao trabalho e está tudo a correr lindamente.
Por mais que nos expliquem, só aprendemos quando é connosco. Podemos ter lido livros, podemos ter feito cursos, etc. mas jamais estamos preparados para a sociedade.
Temas como amamentação ou mães a tempo inteiro, são lenha para uma pessoa se queimar.
O meu Afonso tem 1 mês e meio, e já só bebe biberão. E é muito mais feliz. Não tem fome. E eu também, sou mais feliz, que não tenho dores. Acho que até foi por isso, que deixei de produzir leite suficiente, foi o meu corpo a dizer que chegava de sofrimento.
Ainda só passou um 1 mês e meio e já pensei no regresso ao trabalho. Que medo. Primeiro porque não estar 24horas com o meu Afonso me parece um pouco assustador, depois porque a eventualidade de uma pessoa ter de se ausentar para terras Angolanas, é grande.
Devia haver um curso pós parto, à semelhança do pré parto, mas abordando os temas:
Como regressar ao trabalho com sucesso, após o parto.
Como voltar a ter relações sexuais com o seu marido.
Como conseguir tomar banho e por anti-olheiras antes de sair de casa, após ter um filho.
O Parto foi horrível, vem um bocadinho na teoria da minha prima, de que se as nossas mães nos contassem a verdade nunca seriam avós. E têm razão. O parto teve de ser induzido, 24 horas até nascer, a epidural não estava a resultar e no último momento, parto normal com fórceps. Vocês fazem ideia do que são fórceps? Eu juro, que pensava que isso não se usava. Agora imaginem uns fórceps, sem epidural. Foi isto. Horrível. Ainda fiquei à espera daquele momento em que põem o bebe no nosso peito e nos esquecemos a dor. NOT. Isso não é verdade. Aliás, nesse momento, fui cozida. Horrível vezes 10.
Apesar dos fórceps, o Afonso não nasceu com nenhuma marca.
Entretanto, fiquei com anemia. Falta de ferro. Então para além da medicação para a anemia, aguardo uma consulta específica para fazer um tratamento.
Já passaram 10 dias, e continuo a ter dificuldades a sentar-me, tenho algumas dores a dar de mamar (já pensei em desistir) e apesar de já ter perdido 10 kg, continuo a não conseguir vestir nada de jeito (mesmo largo a barriga flácida está lá; o rabo também não engana ninguém).
O Afonso é um querido, dorme lindamente e não tem dado assim muito trabalho. Vamos ver daqui para a frente.